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domingo, 30 de setembro de 2012

ATRAVÉS DO VIDRO



A  poeira sempre se entendeu com a vida.
Ora consertando histórias  a sua maneira
Ora arquivando passados tristes ou boas
recordações de amor.
A poeira cobre em véus de matizes nossa
imaginação quando escrevemos versos.
Clareia paredes abrindo fendas de luz .
Fecha abismos colorindo-os de marrom.
A poeira permeia com o vento as ondas
que pintam as paisagens verdes, sempre
anunciando algum acontecimento.
Eu os contemplava através do vidro: ela
se entregando ao vento e à sua inconstância
num reboliço que assustava, querendo bater
em tudo, revolvendo o chão e o ar, subindo
nas alturas levando as folhas das árvores
como num desejo, num sofrimento, assobiando
possuídos  pela  força do poder ...
E uma força maior os dominou cantando num
ritmo ensurdecedor  e  eles se acalmaram ...
Enfim chovia . Agora as flores e os sonhos
poderiam se abrir.



.

3 comentários:

vendedor de ilusão disse...

Olá Iara,
Venho agradecer sua gentil visita, assim como, o cometário elogioso que fez à nossa querida amiga Dorli.
Adorei esse seu texto, meu parabéns! Já estou seguindo.
Um abraço e apareça.

Anônimo disse...

Bom dia querida. passando pra te deixar meu carinho. Sinta o contato, o toque suave deste dia que te abraça.
Abra um lindo sorriso e dê bom dia para a vida.
Esqueça as tristezas e decepções.
Seja muiiito feliz!
Um bom domingo para você!
Beijos com meu carinho
Gracita

Lua Singular disse...

Oi querida:
Você escreve muito bem, tudo tem magia e imaginação.
Beijo com carinho
Lua Singular