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sábado, 10 de março de 2012
SIMPLESMENTE AMANTES
" O amor é a arte do garimpo.
Trabalho arqueológico de paciência
Muitos se aferram ao prazer de epiderme
No complemento de volúpias
Destituído de poesia, delicadezas
Falam o trivial, juras de amor eterno
Galanteios de um ao desempenho do outro
Subjetividades, ridículas indagações
Na dança de Eros em exibem-se em ritmos distintos
Espada altiva arranca dela estertores
Afunda nela para trazer o troféu de sua macheza.
Ele é o guerreiro ... ela uma gazela difusa
toda banhada em sonhos...
Ela não quer chegar, nem provar, nem ganhar o jogo
quer apenas prolongar, perenizar e matar
Se houver final haverá perda
Ela quer ser arrebatada, sequestrada para um
mundo de sonhos e mistérios.
Ela é poesia ... ele é prosa
Ela é curva ... ele é reta
Ela é chama de amor ...
Ele é lenho que consome com o fogo
Ela acredita poder mudá-lo ... ele não muda nunca
Ele acredita que ela jamais mudará ... e ela muda!
(texto Proesia)
Iara.
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