Alma pura, coração inocente, alegre estudante quando
o conheceu. Arrebatada para falar, rir, conversar
era tudo de bom encontrar sua turma. Mas a paixão
a deixou frágil angustiada pelo desejo de ser dele.
Possuída pelo demônio da carne, se entregou à perdição
corrompida, transformada em fêmea no cio, procurando-o
conquistando-o pelo sexo, a gemer, a ganir, se perdendo
por completo para estar em seus braços, ser apertada
em seu peito, roçando suas coxas e suas ancas em seu
corpo. Débeis forças, vontade fraca, largou a escola
para poder viver desse amor que a consumia, devorava,
possuía, perdendo em cada momento seus sonhos de futuro.
Ela nua junto a si, perdida num tempo limite de emoções , enfim
analisou sua vida, um castelo de areia, uma armadilha,
brasa ardida sem futuro, que busca por ele na fogueira do calor.
Quando enfim ouve pausa, despiu-se das fraquezas, desfez-se
das ilusões, pode medir a extensão da ousadia que tirava
as oportunidades de aproveitamento de sua juventude em
brilho, estudos outros prazeres.

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