A boca tem mais valor quando silenciosa.
A palavra derramada de boca aberta, esvai-se,
pesam, ferem, machucam, doem. Ditas no calor
da ânsia é pura angústia, no calor da mágoa,
penetram como flechas envenenadas obscurecendo
a vista e instaurando a solidão
- Só a meditação, o perdão poderá imunizar-nos
de uma palavra maldita.
A palavra quando doce salva, é brisa quando é
expressão de carinho, é reciprocidade no amor,
é força e melhora nossas energias quando é amizade.
Mas orgulhosos sonegamos afeto,
Avarentos engolimos a ternura cheia de luz
Mesquinhos calamos a alegria que podemos dar
prejudicando o outro porque não entendemos
que elas são pesadas na balança dos sentimentos.
Vivemos cercados de palavras vãs, abrimos nossas
bocas para falar muito e dizer bem pouco.
Fazemos música com abundancia de palavras e
nenhuma melodia.
A palavra é abusada em muitos meios de comunicação.
O que não falamos tem mais significado porque falamos
com o coração, com a contemplação, com a alma
despida de fantasias e cheias de sentimentos puros e emoção.
Falamos quando expressamos o amor,
por nossos olhos, por nossa boca, por ressonância criativa
das nossas emoções.
IV

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