Ele regateava a coragem, a amizade, a segurança,
o amor, a lealdade, o tratamento necessário...
Só não regateava a sua fraqueza.
Todos sabiam que se embriagava quase diariamente
e que tinha adquirido esse vício como uma vala
para enterrar suas frustrações...era um suicida ...
Seus olhos agora estavam sempre vermelhos
moles e com as pálpebras inchadas
Sua magresa doía de ver...
Não andava sujo, mas quase sempre
urinava em suas calças ou vomitava...
Era levado para casa por seus amigos.
Já não trabalhava mais e seu velho
pai o ajudava como podia...
Pagava pela sua pobreza de espírito
Vestia o vício da embriagues como desculpa
Vestia a imunidade pelo amor do pai idoso
Vestia o orgulho de ver sòmente sua dor.
Até vestir o gelo da morte súbita que o levou
deixando a tristeza e a frustração ao seu pai
por não ter conseguido livrá-lo do túmulo.
No mundo egoísta, o vício é usado para
infringir grandes danos a si e aos outros como
forma de manipulação e desculpa, onde o respeito
deveria ser o Bem Maior.

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