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sábado, 18 de fevereiro de 2012

IARA





Ele ouvia a índia cantarolando...
Seguindo pela estrada de chão batido
Distraída batendo com uma vara o capim seco---
Seus longos cabelos negros deitavam leves
sobre sua pele de canela
Era linda como uma deusa das águas
Talvez tivesse muitos sonhos...
Talvez não soubesse o que era o amor...
Ela estava descalça, semi-nua, num ermo
de lugar do interior de Sergipe.
Uma criança solta no mato, pensei.
Mas quando cheguei na fazenda, a conheci
Morava alí, era inteligente, estudava e falava
a sua língua e a dos seus pais adotivos.
Já tinha dezesseis anos e lhe serviria as refeições
Seu sorriso era doce e branco, cheio de entusiasmo----------------
Cheirava a baunilha das orquídeas selvagens
Genuína alegria infantil...
Remoto encontro de Amor,

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