Seguidores

domingo, 8 de dezembro de 2013

PROMESSAS MATRIMONIAIS


O ritual do casamento na igreja, com tapetes vermelhos, noiva vestida de branco
flores, fitas é algo de belo mas .... o que desagrada é o sermão do padre.
" Promete ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde  e na doença, amando-lhe e
respeitando-lhe até que a morte os separe?".
Acho simplista e um pouco fora da realidade.
Dou aqui novas sugestões de sermões:
Promete não deixar a paixão fazer de você uma pessoa controladora,
e sim respeitar a individualidade do seu amado, lembrando sempre que ele
não pertence a você e que está ao seu lado de livre e espontânea vontade ?
Promete saber ser amigo (a) e ser amante, sabendo
exatamente quando devem entrar em cena uma e outra, sem que isso o transforme
numa pessoa de dupla identidade ou pessoa menos romântica?
Promete fazer da passagem dos anos uma via de amadurecimento e não uma via
de cobranças por sonhos idealizados que não chegaram a se concretizar ?
Promete sentir prazer de estar com a pessoa que você escolheu e ser feliz ao
lado dela pelo simples fato de ela ser a pessoa que melhor conhece
você e portanto, a mais bem preparada para lhe ajudar, assim como você a ela ?
Promete se deixar conhecer ?
Promete que seguirá sendo uma pessoa gentil, carinhosa e educada, que não usará
a rotina como desculpa para sua falta de humor?
Promete que fará sexo sem pudores, que fará filhos por amor e por vontade, e não
porque é o que esperam de você e que os educará para serem independentes
e bem informados sobre a realidade que os aguarda ?
Promete que não falará mal da pessoa com quem se casou, só para arrancar risadas
dos outros?
Promete que a palavra liberdade seguirá tendo a mesma importância que sempre teve
na sua vida, que você saberá responsabilizar-se por si mesmo, sem ficar escravizado
pelo outro e que saberá lidar com sua própria solidão, que casamento algum elimina?
Promete que será tão você mesmo quanto era minutos antes de entrar na igreja?
Sendo assim, declaro-os muito mais que marido e mulher:
DECLARO-OS MADUROS.
(Mário Quintana)

Nenhum comentário: