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quarta-feira, 21 de março de 2012

UMA COMISSÁRIA DE BORDO


Ela era sua alegria de viver.
Quando estavam juntos era sua Mel.
Mel se derramando em seus braços, seus lábios,
suas mãos, por todo seu corpo. Era feliz.
Mas o trabalho dela a chamava a qualquer hora e
ela partia, estava sempre pronta para partir.
Agora estava sozinho e com insônia,
sem sua presença querida, seu corpo em febre
sobre os lençois...
Estaria ausente por uma noite?
Na cama vazia os demônios se apossavam dele
por inteiro e o deixava perdido, incompleto, .
 afogado em dúvidas e solidão.
A verdade é que estava insone e desolado depois
de sua partida, vendo fantasmas...
Ele a enxergava em sua ilusão, a sentia nua, a abraçava,
a beijava, lhe dizia do seu amor.   
Nessa trama satanás encontrava-se envolvido unindo os
dois jovens adultos, independentes em uma paixão
avassaladora e desregrada. Um rastro de fogo em 
perturbado desejo voando alto, distante dos seus olhos
causando insegurança e fazendo-o enxergar pela imaginação
o inexistente. Não devia pensar assim, sabia que era ciúmes.
Não existia ninguém para conter essa ilusão.
Só o cansaço no resto da noite escura
e a espera para estar com seu amor

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