De repente o susto a fez tremer
Uma mistura de pânico, anseio, incerteza
O carro estava fora da estrada
E ela de cabeça para baixo
O barro, o mato, cobria tudo
A tempestade explodia no canavial
Era agora uma menininha querendo o pai
Chorava, cobria o rosto, se apalpava
O uivo do vento, forçava-a a olhar
Sua cabeça doía, gaguejava..
Uma onda de mêdo passou por ela
Ele acordava agora...
Sentia alívio por vê-la
Segurou-a, sentiu o seu toque
Estavam vivos, restava esperar
No tempo que pareceu parar
Ouvia-se o coro de grilos e sapos
Na escuridão água a passar...
Era impossível compreender
O que não experimentou
Numa rodovia monitorada
O socorro logo chegou!.

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